Destaques

13.02.2012
Puxadinho cede espaço para casa nova (O Estado de S. Paulo)

O tradicional hábito do brasileiro de fazer um "puxadinho", isto é, acrescentar cômodos à casa baseado na autoconstrução, está perdendo força. Um estudo do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) revela que as empresas formais, as construtoras, respondem hoje por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor, enquanto a autoconstrução, que sempre foi a maior fatia, representa 35%.
Em 2003, as proporções eram invertidas. As construtoras detinham 44% do PIB do setor e a autoconstrução, que sustentava o consumo "formiga" de materiais, era maioria, com mais da metade (56%) da produção da construção. "Hoje a maior parte do PIB da construção está nas empresas formais, pequenas ou grandes", afirma a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV e responsável pelo estudo.
Ela explica que o trabalho foi feito com base nos dados do PIB da construção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que incluem obras de infraestrutura, investimentos da indústria, do comércio e habitação. "Mas o grande impulso para essa mudança de perfil do PIB da construção veio das moradias das famílias, porque a outra parte (obras de infraestrutura) sempre foi formal", observa a economista. O segmento de habitação inclui tanto as moradias feitas dentro programa habitacional do governo, Minha Casa, Minha Vida, como aquelas que não contam com esse subsídio.
Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP, aponta a oferta de crédito para aquisição da casa própria como o fator que desencadeou essa inversão entre a parcela das empresas formais e da autoconstrução. "Antes não havia financiamento e as famílias tinham de fazer a casa por conta própria."
No ano passado, o crédito imobiliário atingiu a maior marca da história. Entre recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foram emprestados R$114,1 bilhões para a habitação, com crescimento de 36% em relação a 2010. A maior parte dos financiamentos foi bancada com dinheiro da caderneta de poupança (R$ 79,9 bilhões), que teve acréscimo 42% ante 2010, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
"Para este ano, esperamos um crescimento de 30% nas cifras financiadas com recursos da poupança", prevê o presidente da Abecip, Octávio de Lazari Junior. Em 2011, a fatia do crédito imobiliário no PIB total do País foi de 4,7% e a perspectiva é de que essa participação atinja 6% em 2012 e chegue a 10% em 2014.
Ele observa que as instituições financeiras traçam um cenário favorável para o crédito. A taxa de desemprego no menor nível da série histórica, o crescimento da renda e o déficit habitacional de mais de 8 milhões de moradias criam um quadro seguro para os bancos emprestarem. Aliás, o crédito imobiliário encerrou 2010 com a menor inadimplência em nove anos (2%).
As condições dos financiamentos imobiliários refletem esse quadro favorável. Lazari Junior ressalta que dez anos atrás o prazo máximo dos empréstimos era de 15 anos e hoje está em 30 anos. Além disso, a taxa de juros, que era de 12% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial), caiu para 10% mais TR. "Com mais crédito, renda e segurança no emprego, as pessoas procuram um lugar melhor para morar."
Materiais. As construtoras e a indústria de materiais de construção confirma a mudança de perfil da construção civil. "Antes, dois terços do materiais de construção produzidos pelas indústrias eram vendidos para o varejo e um terço para as construtoras. Hoje essas proporções são de 60% e 40%, respectivamente", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, Walter Cover. Ele enfatiza que o forte incremento da demanda por materiais de construção para cumprir programa habitacional do governo também contribuiu para a mudança de perfil do setor.
"Crédito farto e juros em queda provocaram essa mudança entre a formalidade e a informalidade na construção", afirma Roberto Gerab, diretor da construtota Kallas. Nos últimos tempos a empresa, que atua do mercado de imóveis superluxuosos e moradias do Minha Casa, Minha Vida, registra um ritmo de vendas de apartamentos de dois dormitórios, no valor de até R$ 350 mil, que é o dobro ou o triplo dos imóveis mais caros.
Na Tenda, braço da Gafisa para o segmento popular, a diretora Daniela Ferrari diz que não tem informações se quem está comprando casa antes morava com muitas pessoas da família. "Não questionamos se teve moradia de coabitação." Mas ela diz que a expansão do crédito e a aceleração do subsídio dado pelo programa habitacional do governo impulsionaram as vendas de imóveis populares. "Eles percebem que na autoconstrução não usufruiriam do desconto dado pelo Minha Casa, Minha Vida."
 

13.02.2012
Em São Paulo, 26% saem do aluguel (O Estado de S. Paulo)

O maior acesso à compra da casa própria aparece também no mercado de locação. Um em cada quatro inquilinos da cidade São Paulo devolveu o imóvel no ano passado ao proprietário porque comprou a sua própria casa, revela uma levantamento feito pela Lello, especializada na administração de imóveis. A enquete consultou cerca de 1.500 locatários entre janeiro e novembro de 2011 para descobrir o motivo da entrega das chaves na imobiliária.
Roseli Hernandes, diretora da imobiliária, observa que, nos últimos três anos, a fatia de inquilinos que entregou o imóvel porque conseguiu comprar a casa própria só tem crescido. Em 2009, esse índice era de17,8%; subiu para 20% em 2010 e atingiu 26% no ano passado.
"Essa tendência deve continuar", diz Roseli. Na sua avaliação, a maior oferta de crédito imobiliário por parte dos bancos e o programa habitacional do governo, Minha Casa Minha Vida, facilitaram a compra de imóveis para uso próprio.
Com o mercado de locação aquecido, ela conta que os imóveis desocupados por inquilinos que compraram a casa própria são novamente alugados com muita rapidez.
"Dependendo da localização, o número de dormitórios e o estado de conservação, há unidades que são alugadas na mesma semana em que ficam vagas", observa Roseli.
Subsídio. A bancária Valéria Cavalcante, de 31 anos, casada e mãe da pequena Júlia de 1 ano e 8 meses, é um exemplo de inquilina que foi para a casa própria.
Ela acaba de mudar com o marido e a filha para um apartamento de dois dormitórios na zona leste, depois de morar dois anos de aluguel. "Comprei o apartamento na planta em 2009 e peguei as chaves em dezembro do ano passado", conta a bancária.
Ela diz que conseguiu comprar a casa própria porque obteve subsídios do programa habitacional do governo. "Nunca pensei que conseguiria comprar a casa própria."
Valéria deu uma entrada de cerca de R$ 30 mil e financiou o restante em 25 anos, com prestações mensais de R$ 750. "Mas pretendo quitar o apartamento antes desse prazo, usando os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)", calcula, observando que o valor da prestação será decrescente.
Com o aluguel e condomínio, ela desembolsava cerca de R$ 700 por mês, mais do que irá gastar com a prestação da moradia própria.
"Pagar aluguel é um dinheiro perdido porque, no final das contas, a casa não é sua", diz a ex-inquilina.
A animadora cultural Silene Amorim Monteiro, de 42 anos, casada e com uma filha de 7 anos, Sofia, é outra que comprou a casa própria em dezembro, depois de morar por três anos num apartamento alugado, pagando R$ 1,5 mil por mês, incluindo as despesas de condomínio.
Pelo imóvel que comprou, avaliado em R$ 247 mil, vai desembolsar mensalmente R$ 2,2 mil. O prazo do financiamento é bem longo, de 30 anos. Mas ela, assim como a bancária Valéria, pretende quitar a dívida antes do prazo previsto.
"O aluguel foi uma conveniência", diz ela, relatando que optou pelo imóvel alugado porque era mais cômodo morar no centro, próximo do trabalho e da escola da filha. Na época, vendeu um imóvel no Capão Redondo por R$ 70 mil e decidiu morar num apartamento alugado. "Fui morar de aluguel, mas nunca deixei de olhar o mercado para voltar a comprar um imóvel."
Agora, com a maior oferta de crédito, Silene diz que "deu sorte" e conseguiu comprar um apartamento como pretendia: com três dormitórios na Aclimação, próximo ao centro. / M.C. 
 

03.11.10
Novo telefone da CIBRASEC

A CIBRASEC disponibiliza um novo canal de comunicação com seus clientes através do número (11) 4949 3000.

29.04.11
CIBRASEC AGO De 29/04/2011

Clique aqui para obter o aquivo em formato PDF contendo a AGO da CIBRASEC de 29/04/2011

31.01.12
Informações para AGE de 15/02/2012

Encontram-se disponíveis ao Srs. Acionistas, o Edital de Convocação da AGE do próximo dia 15/02/2012, bem como a Proposta da Administração que será apresentada na mesma AGE. Os Srs. Acionistas portadores de login e senha podem acessar essas informações diretamente na seção "Relações com Investidores" / "Acesso restrito".

15.02.12
ATA da AGE realizada em 15/02/2012

Encontra-se disponível aos Srs. Acionistas, a ata da AGE realizada na data de hoje, 15/02/2012, Os Srs. Acionistas portadores de login e senha podem acessar essas informações diretamente na seção "Relações com Investidores" / "Acesso restrito".
 

 

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